Ele tinha namorada... ela também... se conheceram na internet e logo ficaram amigos. Ficavam horas batendo papo, se divertiam muito. Falavam de sexo, relacionamento, brigas, música, cinema, trabalho... E, nossa.. eles se davam muito bem.
Meses se passaram e os dois cada vez mais cúmplices, cada vez mais amigos. Não havia nada demais, mas os dois escondiam a amizade de seus respectivos namorados. O namorado dela morava em outra cidade.
Um não conseguia mais dormir sem “falar” com o outro. E ficavam pelo menos 2 horas digitando. Até que ela ficou sem telefone. Ficaram uma semana sem “se ver” e quando ela retornou os dois estavam exaustos de saudades. “Isso aqui não tem a menor graça sem você.”.”Gatinho, senti muito a sua falta! Anota meu número que se eu ficar um dia sem aparecer você pode me ligar.”.”Se você me der seu número eu ligo AGORA!”.”Ok, meu número é...”
E assim passaram a se falar todos os dias. Ele ligava de madrugada para contar o sonho que estava tendo com ela.. E os telefonemas foram ficando cada vez mais recentes.. cada dia mais longos, cada dia mais íntimos. E os dois transaram pelo telefone. Uma experiência inédita, louca. E isso passou a acontecer quase todos os dias.
Ela ia viajar para a cidade do namorado. Ficariam 2 semanas sem digitar, falar.. Duas semanas sem gemer, duas semanas sem gozar. ”Gatinha, eu preciso te ver! Pena que está tão tarde!”. ”Tarde?”. ”É, você viaja amanhã cedo...”. ”E?”. ”Espera 5 minutos e vai para o portão”.
E ela foi. De camisola. E os dois se agarraram até o amanhecer. Sussurros, gemidos, mãos, bocas, sexo. Todo o tesão acumulado em meses de insinuações fez com que os dois perdessem a noção e transassem enlouquecidos. Nunca tinham se visto, mas eram íntimos demais e cada um conhecia muito bem o corpo do outro. Sabiam aonde deviam mexer, sabiam o local exato do prazer. Era como se já tivessem feito sexo muitas e muitas vezes.
Dois dias depois ela ainda tinha marcas no pescoço. Ele? Unhadas nas costas. Se viram mais umas 3 ou 4 vezes até que ele anunciou o casamento. Nunca mais se falaram.
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