Eles eram amigos. De infância. Se conheceram e namoraram no maternal. Os pais achavam uma gracinha. Ele era um fofo. E ela também.
Cresceram. Cada um para o seu lado. Mas volta e meia se esbarravam. Um nunca esqueceu o outro. O nome, as manias, as brincadeiras. Ficou tudo marcado.
Um dia se reencontraram para valer. Voltaram a conversar. Um tinha atenção com o outro. Era fácil, eles eram amigos. E se conheciam como ninguém.
Começaram a namorar. Eram íntimos. Afinal, se conheciam como ninguém. Eram felizes. Se divertiam juntos. Riam sempre. Um sabia agradar o outro. Se conheciam como ninguém.
Ela estava em uma fase delicada. Problemas de saúde, problemas no trabalho, cansaço. Gostava muito dele, gostava dele como homem e como amigo. Mas estava em uma fase delicada. Conversou com ele. Não haveria problema, se conheciam como ninguém.
Resolveu esperar sozinha por um tempo. Queria que ele organizasse as idéias e ela aproveitaria o tempo para fazer o mesmo. E iriam se encontrar. No encontro estaria tudo resolvido. Não teriam problemas, se conheciam como ninguém. Ela tinha certeza que de uma forma ou de outra tudo iria acabar bem. A amizade era longa, profunda.
Mas ele desmarcou o encontro. Ela desconfiou que ele estivesse com outra e perguntou. Ela nunca foi de fazer rodeios. E ele respondeu logo que não. Ela acreditou. Ele não mentiria.
Não? Pois ele sumiu. E ela descobriu que ele estava com outra. Percebeu que a amizade dos dois não valia nada pra ele. Viu que com o tempo e com outra ele se afastou muito rápido. Não, ela não o conhecia. Não mais.
update:
Ele diz:
voce também esqueceu de colocar no seu texto um momento especial que dispensou ao meu lado. Minha formatura.
Ele diz:
dispensou momentos que ele quis conhecer seu sobrinho.
Ele diz:
são só lembranças e opiniões, sei que o blog é seu.
Ele diz:
a versão é sua.
Ela diz:
eu nunca vivo em cima de uma versão só
O mais engraçado é que a essencia do texto ele não percebeu :)
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