Ela estava apaixonada. Era carnaval e ela viajou com as amigas. Parecia muito doloroso ter que ficar alguns dias sem encontrar o gatinho na praia. Desde que começaram a ficar os dois se encontravam todos os dias no posto 9. Caminhavam, mergulhavam e se beijavam calorosamente na areia. Depois, de noitinha, os dois se encontravam no baixo e as noites acabavam, invariavelmente, na cama.
Mas, ela e as amigas foram para a Serra. Frio, vinho e altas conversas.
Um dia, ela reparou que o Randel estava olhando demais pra ela. “Mas, logo o Randel? Tem uns 10 anos que esse cara me conhece e além do mais ele é 20 anos mais velho do que eu.”. E era verdade, o Randel estava dando mole.
Um dia, vinho demais na cabeça. As amigas já tinham ido embora e ela foi até a lanchonete para comer alguma coisa. Encontrou o Randel.
- Sozinha, essa hora?
- Ax minhax amigax já foram dormir.
- Hm, e a gatinha ficou sozinha? Como vai pra casa?
- Com meus péxx. São doix.
- Eu te acompanho.
- Não.. er.. não prezisssa não.. eu posso ir soxinha, tenho meus péxx.
E ele a acompanhou. No meio do caminho, tropeços pra lá, tropeços pra cá. Quando ela percebeu, estava nas mãos daquele homem forte, experiente, alto e gato, muito gato. As pernas balançaram. A cabeça rodou.
Estavam se agarrando no meio do mato. Um frio de lascar, vontade de ir ao banheiro.
- Eu prezissso fazer xixxxxi!
- Vamos lá pra casa.
- Rápido!!!
Quarto escuro. Ela sai do banheiro e ouve um barulho.
- Mi dá umã balinha?
- Não tenho bala.
- Me dá exa então, exa que você acabou de abrir.
- Eu não abri bala nenhuma.
- Não?
- Não. Vem cá.
E ele já estava lá, ereto. Camisinha e tudo! A agarrou com aquelas mãos fortes. Beijou na boca com vontade, a língua percorreu todo seu corpo. Se certificou que ela já estava encharcada e enfiou com tudo. Não teve pena. Ela não teve nem tempo de gozar. Mas, foi bom. O efeito do vinho fez com que seu corpo ficasse dormente. Suados. Dormiram ali.
No dia seguinte ela não teve coragem de contar para as amigas. Encontrava com o Randel e automaticamente olhava para o chão. Fugia dele, não queria mais saber. Abusado!
Quando voltaram do carnaval ela estava com saudades do gatinho. Foi com a amiga para o posto 9 e lá ficaram. Fumaram um, esperando. As duas não conversaram direito. Parecia que ela estava escondendo alguma coisa.
- Amiga.. er, eu tenho uma coisa pra te contar.
- É, eu também.
- Então conta você primeiro.
- Não. Você falou primeiro, você conta primeiro.
- Ai, eu tenho vergonha.
- É, eu também.
- Será que é o que estou pensando?
- Será?
- Vamos falar o nome.
E as duas juntas falaram: - Randel!
- HAHAHAHAHAHAHA, puta que pariu!! Você deu pro Randel?
- Não acredito, você também?
- É, mas eu não tinha a intenção. Fui ao banheiro e quando entrei no quarto ele já estava armado.
- FILHO DA PUTA! Ele também te levou pro quarto dele?
- O que? Ele te levou também?
- Ele colocou a camisinha sem falar nada e te lambeu?
- Ai meu Deus, eu não acredito. Que escroto!
E a amiga ficou branca. Quando ela olhou pra trás, lá estava ele. Menos de um metro atrás dela. Quando os dois se olharam ela percebeu na hora que ele esteve ali o tempo suficiente para ouvir tudo. Ele olhou para o chão e saiu devagar. Ela? Ficou sem reação e teve a certeza de que não o veria mais. Os dois não iriam mais ao baixo, não transariam mais na varanda da casa dele. Tinha acabado. Culpa do Randel. Filho da puta
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