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Tu estilo
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By Juliana...
...não sou o red bud mais posso te levar ao céu...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Encoleirado

A música está tão alta que o grave bate no peito. Batidas secas e repetitivas. O mundo grita lá fora, mas não dou a menor importância. Estou enlouquecendo rapidamente, mas não pela música. Música a gente aperta play e ela se repete. Só tem um motivo pelo qual enlouqueço fácil. Meu vício, minha droga, meu calcanhar de Aquiles. Ela. Ela e aquela cara de vadia sedenta por sexo.

As mãos ágeis, a força, o jeito que me olha. Porra, eu não sei o que há com essa mulher, mas algo nela me deixa louco. Parece uma criancinha longe do sexo. Fica bonitinha sorrindo, fala de um jeito manso e engraçadinho. Longe do sexo, repito. No sexo, ela vira rapidamente um bicho. Perto dela me perco em suas personalidades. Não sei como agir e pensar. É como se de um momento pro outro, um demônio tomasse conta dela e soubesse exatamente como comandá-la. Inclusive a mim. Exclusivamente a mim. Morro de ciúmes só de imaginar que não sou exclusivo. E provavelmente não sou. Mulheres como ela, têm uma gama muito vasta, para escolher quem quiser, quem não quer. E eu sei que não sou a única boa opção.

Sigo acreditando que sou único. Dou uma aliança, a peço em casamento. Ela ri. Sabe que tenho medo. Idolatro como se fosse uma rainha. Sou um servo cego e estúpido demais. Perco meus amigos, meus contatos profissionais, minha família, meus bens materiais, mas não aguento um sequer “não” dela.

Seus olhos animalescos sobre mim. Demoníacos, lindos. Me desmancho como geléia. Não, geléia ainda é muito firme. Derreto completamente. Perco a força na mão, a firmeza no pé. É, não tem jeito. Uso coleira e tenho dona.
Ninguém é forte o tempo todo. Ninguém consegue ficar íntegro diante de mulheres assim. Não, pelo menos eu não. E nem é mais questão de ego ferido. É a minha necessidade.

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