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By Juliana...
...não sou o red bud mais posso te levar ao céu...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mulher bura X homem cafageste >>>Gostei pra caralho

O Super Cafa (vou chamá-lo assim) era meu vizinho, eu já tinha percebido que tinha o previlégio de ter um vizinho lindo, gostoso, maravilhoso e cafa… E, além de tudo, ele era comprometido… Eu (com apenas 18 aninhos) pensava que era possivel não me envolver com cafa-comprometido… Já tinha dado umas olhadas, mas nada além.
Comecei a namorar com o vizinho do outro lado (e olha que não foi nada premeditado). JUROOOO que eu era fiel, já tinha dois anos de namoro, estava planejando o casamento. Vai, gente, eu só tinha 18 anos e detestava quando alguém falava que aquilo era fogo de palha, que eu nem sabia o que era amor! Comecei a comprar coisas para o tal “enxoval” e já até usávamos a mesma conta-corrente (bem coisa de casal apaixonado, que jura fidelidade eterna, né?).
Só que em um belo dia de domingo, almoço de familia, na casa da minha irmã, chamo meu namorado e ele diz que num vai. Pronto. Dou um piti e resolvo ir sozinha… Minha mãe convida a amiga dela “vizinha” pra ir ao almoço e, quando vou entrar no carro, descubro que o Super Cafa também ia. E o melhor: SOZINHOOOOO!
Até aí tudo bem (!), só tinha rolado uma briguinha com meu namo, o Super Cafa era aquele tipo que fala tudo que a gente precisa ouvir, descubro que ele está solteiro há duas semanas e zás! Passamos o DIA INTEIRO conversando, sozinhos, ouvindo as pessoas comentarem, darem risadinhas, mas beleza…
O CAFA não saia da minha cabeça, trabalhei pensando no bendito, calculando como eu ia fazer pra falar com ele (afinal, eu namorava o outro vizinho). Tudo friamente calculado, meu namo foi beber com os amigos e eu fiquei conversando com um amigo na porta de casa, esperando o Super Cafa aparecer (sabia que ele ia pra academia – ele malhava aquele corpinho delicioso) e acertei na mosca! Ele chegou, eu dispensei meu amigo, e fui falar com ele…
Aquele belo par de olhos verdes me olhou de um jeito, que na hora eu perdi o rumo de casa e fui parar no quarto dele: isso depois dele falar que num-ia-fazer-nada-demais, que ia apenas tomar um banho e a gente ficava conversando… Conversa vai, conversa vem, já eram duas da manhã e o cachorro continuava firme e forte no que ele tinha falado e não fez nada demais. Eu já estava a-ponto-de-ter-um-ataque-e-agarrá-lo e ele na maior conversa de amigo que vocês possam imaginar (rs).
Resolvi ir embora, puta da vida, porque estava louca pra beijá-lo e ele nada. Aí, na escada, o mocinho resolve me dar “aquele abraço” e finalmenteeeeeee me beija. Aquele beijo perfeito, maravilhoso, de novela [suspiros]. Meu mundo desabou. Ficamos mais uma hora nos beijos e amassos e, depois disso, minha cabeça virou uma bagunça, não sabia o que fazer: tinha meu namoro, minha vida, meu “casamento”, mas eu largaria tudo pra viver uma história linda maravilhosa e perfeita com meu vizinho cafa… Depois de muitos rolos e confusões, resolvi que era melhor voltar à realidade e ao meu namorado e assim foi feito.
Depois de alguns meses, chego em caso e me deparo com um convite de casamento… De quem??? Do Cafa! Pronto, surtei. Enfiei a cabeça na janela, e não é que ele tava lá, parecia que me esperando? Conversamos e ele falou que ia casar meio que forçado, que tentou fugir, mas que agora era tarde demais etc., aquele papo de cafa. Resumindo, voltamos a ficar e viramos amantes.
Ele casou (depois de fazer a despedida de solteiro comigo, claro) e, acreditem se quiser, eu fui ao casamento. Imaginem a cena: eu entrando na igreja, no meio da cerimônia, ele parou, olhou pra trás e o padre teve que chamar a atenção dele! Detalhe: ele tava chapado, os amigos passaram o dia fazendo ele beber pra ver se conseguiam fazê-lo desistir de casar, já que todos detestavam a “Bendita”.
Bom, ele voltou da lua de mel e continuamos do mesmo jeito. Eu já estava namorando há 4 anos quando, um dia, voltando de um barzinho, rumo ao motel com o Super Cafa, quem para no carro do lado??? Meu namorado! Aquela situação péssima, ele só parou, olhou e foi embora… Aí nem tinha mais como fugir. Óbvio que o namoro terminou ali mesmo – e eu continuei como a amante do cafa…
Uma aventura atrás da outra, aprontamos muito, sempre me dei bem com todos os amigos e com a familia dele, mas a história continuava na mesma. Até o dia que ele me disse que ia ser pai. Surtei, chorei, esperniei. Mas, adivinha? Continuamos juntos! Sofri, chorei, fui feliz, fiquei mal, vivi momentos mágicos, passei noites aos prantos, passei também noites maravilhosas ao lado dele… E percebi que estava muito mais que apaixonada, era um sentimento gigantesco, amava (e amo) descontroladamente. Nunca pedi pra ele se separar, apesar dele ter saído de casa três vezes (e depois dos chiliques dela, eles voltavam). Nunca nos cobramos, eu ficava com quem eu queria e ele entendia. Afinal, tínhamos um relacionamento aberto. Ele aprontava ainda mais e me contava, e criamos assim um mundo nosso, onde muita, mas muita gente mesmo, metia o pau, falava que eu era louca, que eu não podia acietar aquela situação… Mas eu era feliz, e tinha certeza que o tempo cuidaria do resto…
Um belo dia, passo mal, vou no médico e tcharam! Descubro que estou GRÁVIDA!!! E o pior, de 3 meses. Desespero total, pânico, choro, alegria (por ser mãe), não sei descrever o que senti. Acabamos discutindo, mas depois nos entendemos e resolvemos encarar a situação de frente, mas nem tão de frente assim. Contei pra minha família (a parte mais difícil) e pra família dele (e a mãe dele se voltou totalmente contra, pra piorar as coisas…). E bola pra frente…
Passando os meses, meu filhote veio ao mundo, lindo, maravilhoso, e trazendo uma alegria infinita para as nossas vidas… Hoje ele está lindo, de olhos azuis, como a família do pai. Agora, vocês querem saber e como eu e o Super Cafa estamos??? Na mesma!
Continuamos juntos e a “Bendita” não sabe até hoje. Todo mundo pergunta como conseguimos isso, mas nem a gente sabe. Eu o amo muuuuuuito, mas muito mesmo (pra ter aguentado tudo que passei, vocês devem imaginar o quanto amo, né?). Não sei o que vai ser daqui uns anos… Sinceramente, tenho medo pelo meu filho, penso muito nisso, e muitas vezes fico perdida sem saber o que fazer… Mas posso dizer uma coisa: hoje tenho um pedacinho de gente, que é a maior riqueza da minha vida e uma continuação eterna de uma verdadeira história de amor.
Apesar da parte melosa, vamos combinar… BURRALDA, eu????? Imaginaaaaa! E olha que isso não é nem a metade das burrices que já cometi por ele. Afinal, são CINCO anos de burrices com o mesmo homem!
Texto enviado pela leitora “Cá”.

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